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terça-feira, 28 de abril de 2026

TRANSVERSAL(mente)

 




 TRANSVERSAL(mente)

(poema experimental elogiado mundo afora)



TRANS
VERSAL

DO TEMPO
DO VENTO
DO VERSO
TRANS

VER SAL
DO MAR
TRANS

TRANS
DA ESQUINA
DA EX QUINA
RIMAMAR / RIMA
DO ESQUECIMENTO
AO VENTO DO TEMPO


DO EX-CIMENTO
NA RETA
DO EXPERIMENTO
NO PERÍMETRO
DO  TEMPO
OBLÍQUO
ÀS ROSAS
DO VENTO 
DO VERSO
TRANS
(TELÚRICA-MENTE)

NA CONTRA-ONDA
A FAVOR
À SONDA
INTRO-CIRCUNSPECTA


DO NÓ QUE DESATA O POEMA
DO NÓ QUE DESATA O AMOR
AO MAR
DE FLORES
INCOLORES
PINTADAS PELAS PALAVRAS
DO RELICÁRIO FUNDO
DO TEMPO 
DO VENTO
DO VERSO
AVERSO 
TRANSVERSO
DA VIDA


***




















quarta-feira, 12 de novembro de 2025

uuuh



eu gosto de você
você gosta de mim
mas me explique
por que a gente é assim

corremos um do outro
loucos de amor sem fim

é sem explicação
tamanha atração 

qualquer  dia a magia 
nosso caso esclarece
por fé
por prece


 coisa boa
quando a gente 
meio à toa
 vivemos o reverso
duma fase ruim

melhor dois bobos felizes
juntos
tipo doideira e... tim-tim!

o que vale é a sensação


então?


KKK











domingo, 21 de maio de 2023

a arte de viver.

 

a arte de viver

 é a vida em construção

seguindo a maré 

ou na contramão.


a arte de viver dia após dia

apesar do que nos asfixia

é a obra interminada

contígua à recriação.


a arte de viver

é a simulação

de três tempos

até ao umbral

do extramundo

sem projeção


a arte de viver

é a maior das artes

escrita em poentas pinceladas

a serem apagadas

quando a real principia

o olhar retro

e se consolida

 a não menos abstrata

 ilusão





***





domingo, 23 de abril de 2023

Talvez, só talvez...

 





As pessoas existem e subsistem, insistem, esmorecem.

A bolha não tem rolha. O sorriso pela vida é um ato 

virtual. Jogam o jogo, não querem ser atropeladas pela

marmelada da convivência física. Cada um é o todo,

e todos celebram a subsistência de algo que reflui nas

mentes até o último sopro de vida. Talvez a esperança,

travestida de sonhos possíveis, é que mantenha essa

viagem até o último porto, talvez...




***

Falo sobre o sentimento de perda...






 Falo sobre aquela tristeza seca, sem lágrimas, 

que sangra sem doer, invisível aos olhos de outrem.

Falo sobre algo indizível, capaz de definhar a gente,

mas nem eu nem ninguém entende. Falo sobre o amor 

não correspondido a irromper no espaço-tempo,

trazendo o lamento de quem ama demais, mas jamais 

verá sua luz na escuridão por que sofrem tantas almas

em busca da paz sentimental, o contraveneno ao

sentimento que, ao virar apenas saudade, desfaz-se

como declarações de amor em papel velho,

biodegradável, em lixões  a serem soterrados e

esquecidos.




***